E elas se sentiram solitárias, mesmo num lar rodeado de pessoas...

 

 

Na dúvida sobre o que é certo ou errado com nossas crianças e adolescentes, vale sempre lembrar que, em uma convivência familiar, tem que haver regras.

 

Sempre que por um motivo ou outro deixamos de dar a atenção adequada aos nossos filhos, estamos dando espaços para muitas coisas desagradáveis acontecerem.

 

Nos dias de hoje o que mais se vê são distanciamentos entre pais e filhos, da qual consequentemente, os maus hábitos se tornam rotineiros, distanciando cada vez mais as pessoas umas das outras. Muitas vezes em uma convivência familiar, por achar que está tudo certo, não se pergunta nem como foi o dia um do outro. Desligando-se até mesmo dos pequenos maus atos dos filhos, que no momento passam despercebidos e mais tarde podem se transformar em grandes problemas.

 

Um lar conturbado com negatividade pode dar espaço para Espíritos de baixa frequência entrarem e, por mais que uma criança ou adolescente demonstre que está tudo bem, na verdade pode não estar nada bem. Muitas vezes por medo de dar sua opinião, eles vão se consolando em alguns tipos de vícios. E vão se sentindo sozinhos, vivem em uma solidão que muitos pais não percebem, por achar que está tudo certo e por viver um dia a dia automatizado.

 

No livro As dores da alma (p. 45), encontramos a seguinte citação: 

“Quando passamos a sofrer de solidão?

Sofremos de solidão toda vez que desprezamos as inerentes vocações e naturais tendências da alma […] nos distanciamos do que realmente somos, criamos um autodesprezo, passando, a partir daí, a desenvolver um sentimento de solidão, mesmo rodeados das pessoas mais importantes e queridas de nossa vida.”

 

E assim, um lar desestruturado faz com que a criança ou o adolescente se sinta só.

 

Joana de Ângelis, no livro O Homem Integral, psicografia de Divaldo Franco, diz que a solidão é cruel e que tem origem nos medos:

 

“Solidão é espectro cruel que se origina nas paisagens do medo e que, na atualidade, é um dos mais graves problemas que desafiam a cultura e a humanidade. O homem solitário é todo aquele que se diz em solidão, exceto nos casos patológicos, alguém que se receia encontrar, que evita descobrir-se, conhecer-se, assim ocultando a sua identidade na aparência de infeliz, de incompreendido e abandonado.”

 

Essa solidão e a falta de atenção com eles, muitas vezes os leva a sair a procura de companhia, que podem ser, muitas vezes, companhias erradas, e aí os pais se lamentam e passam a se perguntar aonde foi que errou com o filhos.

 

Kardec, na questão 892, do L.E, fala sobre os pais que precisam de esforços para fazer o bem.

 

Perguntando: "Quando os pais têm filhos que lhes causam desgostos, não são escusáveis de não terem por eles a ternura que teriam caso contrário?"

 

E os Espíritos respondem: "Não, porque se trata de um encargo que lhes foi confiado e sua missão é a de fazer todos os esforços para os conduzir ao bem. Por outro lado, esses desgostos são quase sempre a conseqüência dos maus costumes que os pais deixaram os filhos seguir desde o berço; eles colhem, portanto, o que semearam."

 

Como pais a missão é grande. Sendo num lar desestruturado ou não, a missão é lhes mostrar o caminho certo da vida. Em alguns casos tudo segue certo até a fase da adolescência, mas logo depois, em uma fase mais avançada da vida, o filho procura e segue um caminho escuro, num caminho de erros.

 

Mas essas são escolhas, que ele, já com entendimento do que é certo e do que é errado, está fazendo. Podemos ensiná-los, orientá-los, mas não podemos viver por eles, e nem escolher o caminho que vão seguir.

 

Sejamos, portanto, os pais da qual nos comprometemos em ser, antes de aqui chegarmos, usando o principal e indispensável ingrediente para uma família feliz: o AMOR.

 

Com votos de uma semana de amor em família.

 

Equipe CEIL – Recanto do Saber

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