A evolução através do Perdão


Nunca é tarde para mudar o nosso comportamento e pedir perdão a quem magoamos. Por uma razão ou outra, em alguns momentos podemos tê-los ofendido. O ato de pedir perdão e perdoar ainda é o melhor remédio para a evolução do Espírito. O orgulho muitas das vezes ainda nos faz achar que pedir perdão a alguém é assumir um erro que não cometeu. Há quem tenha mais facilidade em perdoar e em se desculpar por algo que não tem culpa, não porque esta assumindo ser o errado, pois para ele, a grandiosidade de estar em paz é melhor do que querer estar com a razão.

Pedir perdão e perdoar é um passo dado a evolução do Espírito. No livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 10: "Bem-aventurados os misericordiosos", Allan Kardec apresenta a seguinte descrição: "O apóstolo Paulo afirma: Perdoar os adversários é pedir perdão para si mesmo. Perdoar aos amigos é dar-lhes prova de amizade. Perdoar as ofensas é mostrar que se tornou melhor do que antes." Já a obra O Céu e o Inferno, no item que fala sobre a psicoterapia do perdão e do autoperdão, está escrito que "o verdadeiro perdão sempre envolve atividades reparadoras." E um dos jeito de se buscar reparação é não se sentir ofendido, não se sentir magoado, não ofender e não magoar. Quem não ofende, não magoa, não precisa pedir perdão. Quem não se sente ofendido e nem magoado, não precisa ser perdoado. Sempre lembrando que na caminhada terrena somos Espíritos com idades e aprendizados diferentes. Uns têm mais facilidade em se desculpar por algo que possa ter feito, naturalmente pede perdão e perdoa sem se sentir inferior diante da situação - sabe que errou. Mas tem quem se esconda atrás do orgulho e do egoísmo, tornando-se ignorante, sentindo-se superior aos demais, negando-se a perdoar ou pedir perdão. No livro O Consolador, na questão 337, Emmanuel, através de Chico Xavier, lançou a seguinte questão: “Concilia-te depressa com o teu adversário” – essa é a palavra do Evangelho, mas se o adversário não estiver de acordo com o bom desejo de fraternidade, como efetuar semelhante conciliação?” A resposta: “Cumpra cada qual o seu dever evangélico, buscando o adversário para a reconciliação precisa, olvidando a ofensa recebida. Perseverando a atitude rancorosa daquele, seja a questão esquecida pela fraternidade sincera, porque o propósito de represália, em si mesmo, já constitui uma chaga viva para quantos o conservam no coração. ” E ainda na questão 338: "– Por que teria Jesus aconselhado perdoar “setenta vezes sete?”. - A Terra é um plano de experiências e resgates por vezes bastante penosos, e aquele que se sinta ofendido por alguém, não deve esquecer que ele próprio pode também errar setenta vezes sete." Vamos nos conscientizar de que somos errantes, que muitas vezes erramos sim.

Não somos perfeitos, porque não existem perfeições, mas existe melhoramento, aprendizados.

Nessa caminhada da vida somos eternos aprendizes. Então vamos amar mais, perdoar mais, vamos viver intensamente o dia de hoje, o agora, pois o ontem já passou, e o amanhã pode nem vir.

Com votos de autoconhecimento e perdão.

Equipe CEIL Recanto do Saber.

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