Nossos irmãos mais novos...


Vivemos uma época de muitas transformações tecnológicas, em que desenvolvemos e dependemos cada vez mais dessas tecnologias.

Nossa rotina de maneira geral se tornou mais atribulada, como muitos compromissos e pouco tempo para encaixar tantas atividades da vida moderna.

Por isso o cuidado com os animais e com a natureza são atividades que muitas vezes acabam sendo deixadas em segundo plano para grande parcela dos habitantes do planeta.

Contudo essa falta de interesse dos adultos em integrar esses conceitos mais ativamente em suas rotinas acaba por interferir na educação das crianças, fazendo com que fiquem distantes do contato com a natureza do mundo em que vivemos e que vão precisar preservar para garantir um futuro equilibrado.

Procurar incorporar pequenas atividades no nosso cotidiano colabora por despertar, aos poucos, nossa consciência na interação com o mundo natural.

Escolher ter um animal de estimação para cuidar, desperta na grande maioria: amor, responsabilidade e respeito. Mesmo quem não tem condições de adotar, mas gosta dos animais, quando tem contato com bichos de familiares e amigos, estreita a relação de carinho por esses seres.

A verdade é que esse amor pode nos trazer cura, paz, felicidade e não há nada mais gratuito do que a relação afetiva com um animal.

Além de já terem nos provado serem ótimos companheiros, os animais já auxiliam na cura dentro dos hospitais, na reabilitação dos centros de equoterapia, e nos mostram que pode-se amar livremente, sem cobrar quase nada em troca, a não ser o próprio amor. Mesmo seres humanos que ainda não aprenderam a amar, acabam se rendendo quando a relação é com um animal de estima.

Portanto a relação e o afeto aos animais só traz benefícios. De uma forma geral, estatísticas comprovam que as crianças que crescem com animais de estimação desenvolvem com mais competências as relações e a comunicação, tendo isso efeitos diretos na sua autoestima. Os animais tornam-se companheiros fiéis e confidentes, parceiros de jogo e brincadeiras e gostam quase sem limites dos seus donos. Com os seus animais de estimação, as crianças partilham alegrias e tristezas, medos, raivas e desgostos, bem como os seus próprios pensamentos.

Por isso, tanto as pessoas como os animais podem ganhar muito a partir de uma convivência harmoniosa. Os estudos mais recentes têm demonstrado que existem vários benefícios dos animais de companhia no bem-estar geral, no desenvolvimento psicológico, social e na qualidade de vida das pessoas. Tudo indica que interação com animais de companhia provoca nas pessoas resultados fisiológicos, psicológicos e sociais. Por exemplo, as pessoas com animais de companhia apresentam menor número de visitas a médicos e gastos mais baixos com medicação. Apresentam, também, níveis de solidão, depressão e ansiedade mais baixos. Verifica-se, ainda, que os animais de companhia funcionam como facilitadores sociais e de integração para crianças, idosos e pessoas portadoras de deficiência. Estes são apenas alguns resultados encontrados nas centenas de estudos que já foram realizados por psicólogos, psiquiatras e médicos.

Contudo devemos procurar tratar todos os animais com naturalidade, até mesmo os insetos, explicando que todos eles têm funções importantes no ciclo da natureza. Ensinar isso faz a criança entender que não é preciso ser bonito e fofinho para ser importante.

O espiritismo trata os animais como nossos irmãos mais novos na criação.

Entre os espíritas, como em todo mundo há ideias diferentes sobre o amor aos animais, porém, independente das ideologias é correto afirmar que contribuímos diretamente com a evolução deles, portanto temos grande responsabilidade ao tratar com qualquer espécie...

“Chegará um dia no qual os homens conhecerão o íntimo dos animais; e nesse dia, um crime contra um animal será considerado crime contra a humanidade.” (Leonardo da Vinci)

Segundo o Espírito de Emmanuel, os animais são nossos parentes próximos, com sua linguagem, seus afetos e sua inteligência rudimentar.

Chico Xavier respondendo a uma pergunta sobre os animais, disse:

“– Nossos benfeitores espirituais nos esclarecem que é preciso que todos nós consideremos que os animais diversos, a nos rodearem a existência de seres humanos em evolução no planeta Terra, são nossos irmãos menores, desenvolvendo em si mesmos o próprio princípio inteligente.

Se nós, seres humanos já alcançamos os domínios da inteligência desenvolvendo agora as potências intuitivas, eles, os animais, estão aperfeiçoando paulatinamente seus instintos na busca da inteligência da mesma maneira que nós humanos aspiramos alcançar algum dia a angelitude na Vida Maior, personificada em nosso mestre o Senhor Jesus, eles, os animais aspiram ser num futuro distante homens e mulheres inteligentes e livres. Assim sendo, nós podemos nos considerar como irmãos mais velhos e mais experimentados dos animais.

Deus outorgou aos homens a condição e proteção de nossos irmãos mais novos, os animais.

E o que é que esta humanidade tem agido em relação aos animais nos inúmeros séculos de nossa história?

Porventura nós, os homens, não temos nos transformado em algozes dos animais ao invés de seus protetores fiéis? Quem ignora que a vaca sofre imensamente a caminho do matadouro? Quem duvida que minutos antes do golpe fatal os bovinos derramam lágrimas de angústia? Não temos treinado determinadas raças de cães exaustivamente para o morticínio e os ataques? Que dizermos das caçadas impiedosas de aves e animais silvestres unicamente por prazer esportivo? Que dizermos das devastações inconsequentes do meio ambiente?

Tudo isto se resume em graves responsabilidades para os seres humanos. A angústia, o medo e o ódio que provocamos nos animais lhes alteram o equilíbrio natural de seus princípios espirituais.

A responsabilidade maior recairá sempre nos desvios de nós mesmos, que não soubemos guiar os animais no caminho do Amor e do Progresso, seguindo a Verdade de Deus.”

Outro ponto importante é facilitarmos aos pequenos o acesso ao contato com a natureza. O simples cultivo de pequenas hortas nas escolas ou no próprio quintal de casa, ou mesmo estimulá-los a contribuir com o cuidado de uma planta, tornará mais fácil para eles entenderem e assimilarem o ciclo da vida na natureza.

Estimular as crianças a fazerem questionamentos, aproveitando a curiosidade natural para explicar a importância da água, do vento, da terra, sem restringir esses momentos apenas ao aprendizado na sala de aula.

Mais um ponto forte é o de separar o lixo para a reciclagem, algumas cidades já possuem coleta seletiva, mas nosso exemplo é o maior estímulo para o aprendizado. Explicar para as crianças que separar os materiais que podem ser reciclados para a coleta seletiva economiza os bens naturais, explicar que quanto mais papel for reciclado, menos árvores precisarão ser cortadas, assim eles entenderão que, com esse pequeno gesto de respeito, é possível poupar a natureza e aproveitá-la por muito mais tempo.

A natureza nos tem presenteado há milênios com a sua exuberância e riqueza...

Mas é chegado o momento em que temos que urgentemente repensar sobre a nossa responsabilidade diante da utilização dessa natureza tão exuberante e rica, reavaliando sobre as nossas reais necessidades de consumo e sobre suas consequências perante recursos que ainda não cuidamos e preservamos com a devida atenção...

Levemos para a nossa semana a prática desse aprendizado e cuidado com o meio que nos foi emprestado para vivermos durante nossa estada.

Equipe CEIL Recanto do Saber

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