“Nos deram espelhos e vimos um mundo doente”

Vivemos um automatismo doentio, onde cada ato nosso é justificado por nosso caráter ainda em formação universal. Persuadimos nosso “eu” a fazer coisas “obscenas” diante da nossa atual existência.

Aprendemos desde pequenos, pelo menos em algumas famílias, a sermos bons, a termos compaixão do próximo, a levar uma vida baseada nos ensinamentos do Cristo. Falo isso em nosso país, onde a maioria é “cristão”, ai incluem-se: evangélicos, católicos, carismáticos, espíritas, umbandistas e tudo o mais que acredita nestes ensinamentos.

Porém, quando nos dão o espelho, observamos que todos os preceitos e conceitos (pré-conceitos) que temos, se tornam chavões desnorteados de nossas vidas cotidianas, muitas vezes regidas pela mídia que despeja os itens da “moda”, nos mostra o que devemos consumir, como agir, entre outros.

Além disso, nossa influencia familiar que parecia benéfica na infância, pode ser doentia nos anos tardios, podemos ser instruídos a não levar vantagem, a não fofocar, a não sermos adúlteros, a respeitar o direito do próximo, etc. Mas quando crescemos, observamos que as atitudes que nos cercam demonstram que temos que ser “espertos” para sobreviver “neste mundo”; que nossa mãe fala mal da vizinha, que nosso tio fugiu com a empregada, que furamos filas, que queremos burlar as regras de trânsito, que subornar faz parte do dia-a-dia, que podemos comprar o silêncio de uma criança com um doce e acabamos criando mais um “corrupto” para este mundo incorruptível pela moral.

Ora, somos humanos, e humanos erram, mas também somos espíritos, imortais. Imortais que renascem de tempos em tempos para se corrigir para transformar a si e ao seu ambiente, mas autômatos que somos, não saímos do lugar, porque é mais conveniente seguir a “linha” e não ultrapassá-la, porém, também, não sabemos o que há do outro lado, o que nos espera.

Vivemos doentes de carência moral, vamos mudar? Não sabemos, só sabemos que desistir é muito fácil, flertamos a todo momento com isto. Vamos olhar nos olhos daquele ser do espelho e enxergar o fundo de seus problemas, vamos ajuda-lo a sair dessa, a crescer, a seguir em frente, com muita força de vontade, vamos cair, vamos adoecer, mas não vamos desistir...

E essa é batalha diária que nos propomos quando concordamos em "voltar" e tentar nos melhorarmos. É domarmos nossos vícios e tendências, mas ao mesmo tempo, sabermos lidar e conviver com as diferenças e com a falta de "domínio" de vícios e tendências de outros.

Busquemos o equilíbrio...

Boa semana de luta à todos nós!

Equipe CEIL

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