NOSSAS ESCOLHAS...


A todo o tempo e o tempo todo estamos fazendo escolhas.


Quando optamos por não decidir algo e deixamos outro decidir (escolher), esse simples fato já é uma escolha. Não falar, não opinar, deixar que o outro o faça, é uma escolha. Então não escolher também é uma escolha.


Nos enganamos silenciosamente ao dizer: a escolha é sua e não minha.... porque dependendo da situação, a culpa é nossa também. Porém, negligenciamos nossos sentimentos, potencializamos nossas ações, bem como, as situações e isso também é uma escolha.


Nossas escolhas determinam quem somos, o que queremos e o que fazemos, dentro do que nos é permitido. Nem tudo o que desejamos está ao nosso alcance, mas as nossas atividades diárias estão. Podemos decidir a que horas acordar, o que vamos fazer primeiro, se vamos trabalhar ou não, se vamos comer nesse ou naquele momento.


Segundo o filósofo francês Jean Paul Sartre, “não há nada que possa eximir o homem da sua condição de ser livre e, consequentemente, da sua condição de responsabilidade diante de seus atos”.

Não tem um apenas “isso existe, ou é assim, ou você morre!” e se existisse, isso também seria um ponto de escolha, onde ou faz ou perde a chance, pender para qualquer um dos lados é uma escolha.


Desde as simples opções como, utilizar o tempo vago, até decisões mais complexas como trabalho, relações afetivas, opção sexual, credo, comportamento social, entre tantas outras. Até que ponto somos livres se vivemos num mundo cercado de tantas regras e movido por um sistema de tradições.


No livro dos espíritos, na questão 785 encontramos o questionamento de Kardec:

Sendo o tempo algo tão significativo ao aprimoramento, um questionamento surge, o que estamos valorizando ao fazer escolhas?

P: Qual o maior obstáculo ao progresso?

R: O orgulho e o egoísmo.


Nessa resposta encontramos inspiração na avaliação de cada escolha, porque “Além do gozo dos bens terrenos, existe uma felicidade infinitamente maior e infinitamente mais durável”, revelam os espíritos de luz.


Analisando o nosso dia a dia, as nossas ações cotidianas, percebemos que efetivamente cada instante comporta uma escolha, uma tomada de decisão, por mais trivial que seja, todos os milhares de atos que praticamos num único dia são frutos de um pensamento ou de um desejo que representam uma ESCOLHA, uma DECISÃO e consequentemente uma AÇÃO.


Já nos dizia apóstolo Paulo de Tarso: “tudo me é permitido, mas nem tudo me convém”, elucidando que não importa o que pensamos, decidimos e agimos, tudo é uma escolha que permeia a nossa liberdade, aonde podemos “preparar a terra e semear”, como e quando queremos, mas só podemos “colher” / nos desfrutarmos, no momento apropriado, não se pode acelerar ou antecipar o tempo correto de cada coisa. Fato esse, esclarece e pontua claramente que nosso livre-arbítrio, não é tão livre assim.


Se é dessa forma com as trivialidades da nossa vida, ou seja, o que fizemos “sem pensar”, de forma robotizada e até mesmo aleatória, vamos imaginar então o que determina as nossas escolhas nos conflitos, nos momentos mais difíceis das nossas vidas, nas lutas internas e principalmente no que envolve as leis morais e universais. Quando as infligimos elas não refletem apenas sobre nós, não vivemos sozinhos e certamente afetará quem convive conosco e dependendo do que for, até mesmo a humanidade.


E será que não estamos vivenciando algo parecido atualmente?


Isso nos leva a refletir que a maturidade espiritual está diretamente ligada às escolhas de cada um, pois a evolução direciona os caminhos a percorrer, mostrando que, conforme evoluímos, nossos gostos, desejos, buscas e focos de atenção vão modificando.


Com o decorrer dos anos e dos caminhos escolhidos, não nos sintonizamos mais com determinados locais, pessoas, pensamentos, credos e paradigmas. Mesmo todos nós ainda sendo muito presos a ilusões e formas de escravidão criadas pelo sistema que nos cerca, a luz dos ensinamentos espirituais são capazes de nos despertar para escolhas mais libertadoras, não fisicamente, mas moralmente.


Nossos atos e escolhas desenfreadas são movidas pelos interesses pessoais, orgulhos, vaidades, egoísmos e tantos outros fatores que nos atrasam moralmente, não somente como espíritos individuais, mas em coletividade.

Não se pode evoluir sozinho, o universo possui leis para todos, de forma igualitária. Quantos de nós conseguimos dar continuidade a nossa vida, deixando para traz quem amamos, vendo-os sofrer na marcha a vida?


Certamente quase nenhum de nós...


Agora reflita: será mesmo que nossas escolhas afetam somente a nós e a mais ninguém?


Será que a evolução é igualitária ou solitária?

Sim! Cada um tem um tempo determinado, conforme suas escolhas, porém a humanidade só irá “melhorar” quando as individualidades melhorarem, porque fizemos parte da humanidade geral.


Então, que possamos pensar e refletir melhor a cerca das nossas escolhas, em como e no que utilizamos nosso tempo, sobre o quão limitado é o nosso livre arbítrio e que a colheita é conforme o merecimento individual, mas coletivo também.


Equipe CEIL Recanto do Saber.


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