Expectativas equivocadas


Muitas vezes o olhar das pessoas são mãos pesadas sobre os nossos ombros, fazendo com que deixemos de fazer muitas coisas por temer os julgamentos alheios.

Com isso quase sempre nos comportamos de maneira contrária às nossas vontades, tomando atitudes nem sempre baseadas nos nossos desejos, e sim baseadas na crença daquilo que se acredita ser o que se espera de nós.

Porém se partimos do princípio de que cabe a nós resolvermos as nossas questões, sejam elas quais forem, tentar encontrar aprovação no outro, acaba sendo uma atitude completamente sem importância.

Contudo o problema é que não nos limitamos só aos nossos conceitos preestabelecidos, mas também julgamos e esperamos dos outros, atitudes condizentes com os nossos ideais.

Mas ao julgarmos uma pessoa, o mais justo seria, no mesmo instante, reverter para as nossas atitudes os pensamentos que apontamos em direção a ela. Assim quando olharmos para alguém que rotulamos como mal educada, por exemplo, o correto seria imaginarmos a possibilidade de sermos os protagonistas de uma atitude grosseira. Praticando o exercício de apontar de volta para nós, o dedo que apontamos ao outro, podendo perceber se o defeito do outro pode ser também nosso próprio defeito.

Por isso não imponha suas opiniões sobre aqueles que estão despreparados para aceitá-las, isso pode tornar-se tóxico às suas sensibilidades.

Permita que os outros cresçam da maneira que eles precisam, mesmo que isso signifique permitir que sigam o livro da intolerância.

Permita que os outros tenham a liberdade de escolher os seus próprios caminhos, pois não existe somente uma trilha para a verdade.

Isso significa ter mais tolerância sobre os pontos de vista que não concordamos, fazendo com que outras perspectivas contrastem com aquilo que somos, liberando os outros para que mantenham o sistema de crenças do seu próprio crescimento.

Aceitar aqueles que contrastem conosco, os tornam nossos professores, assim como passamos a ser para eles.

Às vezes a melhor maneira de nos resolver é nos recolhermos em nós, buscando as respostas para as nossas verdades, e as aceitar, mesmo que elas nos mostrem uma imagem diferente do que pensamos ou queremos refletir. Temos que desnudar nossa aparência, fazer ela cair na real para que possamos ser amados pelo que somos e não pela aparência que criamos. Viver de aparências é um risco que corremos, porque um dia a máscara cai, nos convocando para a realidade.

A consciência cria a realidade objetiva da pessoa, sempre, o tempo todo...

Se a pessoa se recusa a mudar de comportamento, de pensamentos, de sentimentos, de crenças, como poderá mudar os resultados que está tendo?

Considere que os resultados são exatamente iguais ao estado de consciência da pessoa. Mudando a consciência, muda-se o resultado.

Sem mudar a visão de mundo não haverá mudança de resultados.

“O velho mestre pediu que um jovem triste colocasse uma mão cheia de sal num copo com água e bebesse.

Qual é o gosto? – perguntou o mestre

Ruim – disse o aprendiz.

O mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.

Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago.

Então o velho disse: - Beba um pouco dessa água.

Enquanto a água escorria o queixo do jovem o mestre perguntou: - Qual é o gosto?

- Bom! Disse o rapaz. – Você sente o gosto do sal? Perguntou o mestre

- Não... – disse o jovem

O mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:

- A dor na vida de uma pessoa não muda.

Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos.

Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo que está à sua volta.

E dar mais valor ao que você tem, do que ao que você perdeu.

Em outras palavras: É deixar de ser o copo para tornar-se um Lago!"

Com votos de que possamos refletir com cautela sobre as nossas atitudes...

Equipe CEIL - Recanto do Saber.

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