Meu mundo virou autista, e agora? O que fazer?


Imagem: site AgoraVale

Muitas mães e pais, vêem sua vida se transformar de uma hora para outra quando se descobrem como pais de uma criança com autismo. Muitas vezes a mãe assume o papel principal de pai e mãe ao mesmo tempo na vida da criança, em alguns casos o pai, por não querer ter que carregar uma responsabilidade tão grande acaba deixando a mãe assumir a responsabilidade sozinha, e ela luta pelo seu filho, muitas vezes sem saber nem por onde começar a procurar ajuda...em outros casos o casal se une em prol dessa criança e lutam juntos pelo melhoramento de seu filho.

Receber uma criança autista na família não muda somente a mãe e o pai dessa criança, mas sim praticamente os parentes mais próximos e os que tem convivência familiar com ela.

Não se sabe ao certo a causa do autismo, mas a pessoa ou criança autista necessita de muitos cuidados especiais e acima de tudo muito amor e carinho. Em caso de crises, a paciência é fundamental pois se torna um momento difícil para os pais.

Uma mãe relata: em crise... há momentos em que a criança deita-se no chão, não aceita ser contrariada, e se manifesta com gritos, tem dificuldade em sair de algum lugar que esteja gostando de ficar. Se a criança é menor, muitas pessoas olham com indiferença, achando que não passa de uma birra infantil.

Porém essa mãe se preocupa com o passar do tempo, quando a criança já apresentar maior idade, achando que vão olhar de outra maneira para seu filho.

A forma que se manifestam as crises, varia de criança para criança, já que o autismo não é igual para todos, há vários graus, com intensidade maior ou menor. Alguns autistas podem enfrentar maior dificuldade de aprendizado, enquanto outros podem ter uma vida aparentemente "normal".

Se nos colocarmos no lugar dessas pessoas que têm um membro da sua família com autismo, fica fácil imaginarmos como os pais enfrentam mais dificuldades nos ambientes públicos, pois os preconceitos ainda existem e sempre vão existir, alguém para criticar, basta imaginar uma criança de 2 a 3 anos gritando.... e se for uma maior, exemplo 8 anos, ou mais?

Alguns pais e familiares relatam que sentiram-se desesperados quando receberam a notícia de que seu filho era uma criança autista, não querendo acreditar no diagnóstico médico, e assim passaram a procurar orientações de outros profissionais da área...

Há alguns mitos sobre o autismo que precisam ser desmistificados...

A maioria dos autistas têm inteligência dentro da média, precisando apenas de estímulos diários para se desenvolver. Eles são carinhosos, do seu jeito, até gostam de abraçar, se não sabem agradecer com palavras, porém fazem muito bem com o olhar. São donos de uma inteligência surpreendente.

Quando nos depararmos com uma mãe e com seu filho em meio a uma crise, que possamos levar sempre um olhar carinhoso e uma palavra amiga que auxilie... Um vizinho ao ouvir uma criança em crise de gritos que não faça julgamentos, mas procure auxiliar de alguma forma, para que essa família se sinta apoiada.

Muitas vezes algumas mães carregam essa responsabilidade sozinhas.

Independente de graus e níveis em que um autista se encontre. Eles são espíritos em busca de evolução, assim como todos nós, que temos também nossas limitações físicas e espirituais.

Com votos de respeito, compaixão e amor!

Equipe CEIL Recanto do Saber

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